“Aqui é minha Casa, minha varanda, meu dendê...”
- Diretoria de Comunicação da ASSOER

- 16 de mar. de 2020
- 2 min de leitura

O projeto Circuito "Ô de Casa", premiado pelo Ministério da Cidadania - prêmio Culturas Populares – 2018, encerrou suas atividades no sábado, 19, a celebração foi o Encontro na Chácara da família Moura, no bairro Operário em Boa Vista. A culminância do projeto teve a participação de 32 pessoas entre Mestres/as, aprendizes, lideranças de projetos, pesquisadores. Abaixo textos de Paulo de Carvalho, chegante em Roraima, mas um homem das Populares, portanto, já em Casa, e outro texto, de Marcos Nogueira, integrante atuante da Confluência Roda de Prosa, pesquisador, professor, e também um poeta das imagens, seus registros são sempre um deleite ao nosso olhar. Para nós esses dois textos são uma bela tradução do que tem sido o "Ô de Casa".

Dois textos são uma bela tradução do que tem sido o Ô de Casa.
“Começo pelo nome – Paulo De Carvalho Jornalista, artista plástico... E com a licença do poeta, e de mestres Cazuza e Zé da Viola Vou cometer um desatino: Vou tentar versejar.
Vim do Rio de Janeiro Passei em muitos lugares E nesse caminhar aqui cheguei: Roda de Prosa em Boa Vista, Roraima Um lugar de encantar.
Onde cheguei por um convite Da amiga Catarina E encontrei tanta gente Tanta gente da cultura Da Cultura Popular."
Por Marcos Nogueira:
"Foi um momento lindo e, ao mesmo tempo, mágico. Imagine no mesmo território-lugar a presença de Mestres/Mestras, aprendizes e brincantes numa mesma simbiose em que o ponto de convergência se deu por meio das mais distintas expressões das Culturas populares, tradicionais e de base comunitária.
Santo Agostinho já dizia "o mundo é um livro, e quem fica sentado em casa lê somente uma página". No último sábado, 19/10, foi o dia de sair das nossa casas ou dos nossos afazeres para sentarmos em roda para ver e ler outros livros. No nosso caso é possível dizer: conVIVER outras experiências culturais, entre elas: a indígena, da roça e a urbana. Esse encontro plural nos alimentou a esperança de que juntos somos mais. Ressalta-se que a esperança não no sentido da espera (parado ou paralisado), pois como disse Paulo Freire:
"É preciso ter esperança,
mas ter esperança do verbo esperançar;
porque tem gente que tem esperança do verbo esperar.
E esperança do verbo esperar não é esperança, é espera.
Esperançar é se levantar,
esperançar é ir atrás,
esperançar é construir,
esperançar é não desistir!
Esperançar é levar adiante,
esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo...”

Sabá Moura, Xamego na Roça, liderança atuante e ativista da Confluência Roda de Prosa.

Mestre Zé da Viola, da Reisada, agricultor no assentamento Anauá, em Rorainópolis.

Capoeira expressão fundamental na Roda de Prosa. Mestre Caimbé integra a Coordenação do Ó de Casa, aqui com seu discípulo Mestre Pinóquio.

Cultura Indígena, lindamente representadas pelas professoras macuxi, Maria Zenilda e Lacimir da Comunidade do Camararém - Terra Indígena Raposa Serra do Sol.

A Zeladora de Santo, Dorivam Carvalho, da Casa São José de Ribamar, sendo acolhida em sua primeira vez na Roda de Prosa.

Jean Farias, colaborador do Informe Popular e Liderança Estudantil, disse: "estou chegando para aprender sobre eu mesmo, para aprender com os Mestres".

Amarildo Ferreira, professor pesquisador, parceiro da Roda de Prosa, representando o polo Fronteira, município de Bonfim.
Redação: Catarina Ribeiro.




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