top of page
Buscar

Projetos para frear aumento do uso de agrotóxicos empacam no Congresso

  • Foto do escritor: Diretoria de Comunicação da ASSOER
    Diretoria de Comunicação da ASSOER
  • 16 de mar. de 2020
  • 2 min de leitura



Programa para redução de agrotóxicos, já aprovado em Comissão, espera para ser votado em Plenário. Enquanto isso, avança lógica inversa


São 262 agrotóxicos liberados de janeiro até o momento no País, uma tendência que nunca fez questão de mostrar-se discreta. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, atende aos interesses de sua antiga casa, a bancada ruralista, enquanto o Congresso parece imobilizado em tentar levar adiante discussões sobre uma discussão difícil, mas necessária: há futuro sem agrotóxicos, afinal?


O Programa Nacional de Redução dos Agrotóxicos (PNARA), um projeto de lei de iniciativa da sociedade civil, defende que sim. Com o objetivo de “implementar ações que contribuam para a redução progressiva do uso de agrotóxicos na produção agrícola” e a “ampliação da oferta de insumos de origens biológicas e naturais”, o projeto foi aprovado em Comissão Especial no fim do 2018… e nunca mais voltou a ser discutido para uma votação no Congresso. 


O deputado federal João Daniel (PT-SE), que também atua como agricultor e é assentado, já se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para voltar a colocar o assunto em debate. Na ocasião, foi advertido: caso o fizesse, a bancada ruralista provavelmente colocaria o “PL do Veneno” em pauta. Enquanto o Plenário espera para se decidir, as medidas para uma produção agroecológica sustentável caem cada vez mais por terra.


“Queremos que o PNARA entre em pauta mesmo sabendo que o governo não queira implementar. Pelo menos, daria subsídio para a pauta da sociedade brasileira, em especial aqueles que hoje estão debatendo essa questão da alimentação saudável e dos agrotóxicos”, comenta o deputado.

Classificações novas, velhos interesses


No dia 23 de julho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou mudanças na maneira de classificação dos agrotóxicos já liberados no País. Cerca de 1924 produtos já foram alterados para o novo padrão, e, entre eles, apenas 43 estão na categoria de produtos extremamente tóxicos. A migração para o sistema GHS (do inglês Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos) fez com que apenas os venenos considerados letais entrassem nesse rol, e a justificativa era de que o Brasil harmonizaria as regras com países da União Europeia e da Ásia, o que seria bom para as exportações.


Luiz Cláudio Meirelles, pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e ex-gerente geral de toxicologia da Anvisa, onde atuou por 12 anos, questiona a parcialidade da decisão, tendo em vista que demais mecanismos de controle internacionais seriam bem-vindos no País. “Vamos adotar os mesmos critérios de controle que eles têm lá – programas de monitoramento em vários sentidos, como água, solo, alimento, treinamento de trabalhador, formação, qualificação? Você tem uma série de procedimentos que deveriam estar sendo adotados no Brasil”, comenta. 


Fonte: Giovanna Galvani / Carta Capital

 
 
 

Comentários


  • ASSOER - Associação dos Estudantes de Roraima
  • FACEBOOK
  • GMAIL
  • Blogger
bottom of page